Arquivo para o mês: janeiro, 2015

Seu futuro está sendo Subadministrado!

Art 645 - Seu futuro está sendo Subadministrado

Um país rico e abundante em potencial hídrico e consequentemente capaz em geração de água, energia e riqueza vive refém de chuva, de temperaturas amenas e de capital externo. Um governo de mais de 12 anos, muitas caras (de pau) e muitas mentiras deixa nosso futuro comprometido pela falta de administração, pela absoluta incapacidade de planejamento e investimento. Não existe falta de recursos ou receita.
Neste cenário nossos negócios, sejam eles industriais, comércio ou serviço, ficam na corda bamba da sucateada infraestrutura e das mudanças das políticas públicas que afetam toda a cadeia de geração de riqueza (ou pobreza) a cada canetada não prevista ou a cada não investimento necessário. Assim tem sempre alguém que mete a mão no que seria o seu carro, sua viagem, sua saúde, sua aposentadoria ou seu futuro.
O governo falsifica seu superávit e resolve tudo na caneta e nós, empregadores, empregados, desempregados e estudantes, impossibilitados de tal artifício, temos nossos presentes e futuros incertos e encurtados. Quantos negócios são afetados a cada (in)decisão covarde do governo que não governa?
Estradas ruins, campeãs em roubo de carga, lotadas de pardais conspiram e encarecem sua comida, seu lazer e ameaçam a vida de seus usuários, apesar de seus impostos serem pagos compulsoriamente a cada nota fiscal, a cada exercício fiscal e a cada tabela não corrigida do imposto de renda, a cada não correção dos índices salariais ou da aposentadoria.
Piques e falta de energia e de água paralisa ciclos industriais, detona a lavoura, atrasa o serviço, prejudica e pune o comércio, tudo porque, não falta água, mas faltam políticas que planejem e executem o país que eu e você pagamos para ter. Penso sempre em meu filho e alunos… o que restará para eles?
Uma simples mudança no índice de financiamento da casa própria altera todo o mercado da construção civil, desde a captação de dinheiro no mercado, passando pelas construtoras, e todos os milhares de fornecedores de matéria prima e serviços, milhares de lojas de materiais de construção, que afeta o emprego e a geração de renda… Todos esses empresários planejaram retorno financeiro, calcularam custos, investiram economias e lucros em nome de um futuro melhor, e a gestão do país insiste em transformar planejamento em aposta. Querem transformar empresários e trabalhadores, a todos, em apostadores. Somos Vegas! Sem luz, sem glamour… só uma mesa com feltro puído e cartas marcadas.
Assim marketing e política se entrelaçam, ambos afetam investimento, retorno financeiro, emprego, demanda, oferta…
Vivemos num organismos sobrecarregado, aonde pouco a pouco vamos adoecendo. Temos um corpo que poderia ser saudável, mas uma dieta ruim e uma postura sedentária insiste em nos matar. Um corpo viciado em jogo, que aposta seu futuro, no escuro (sem trocadilho).
Não vivemos crise hídrica, energética ou fiscal, vivemos sim as consequências de muitos anos de ingerência sobre todos esses temas, vivemos a doença porque a saúde não foi cuidada. Amputamos o braço agora porque quando a unha ficou roxa ninguém foi ao médico. Vivemos, sobrevivemos, ou melhor, subvivemos sem saber o que será de 2015, porque a gerencia do país, estado e município não executou seu trabalho em 2014, 13, 12, 11… e como numa contagem regressiva regredimos agora e esperamos a hora do emprego recuar, do poder de compra minar e do futuro ruir.
É muito frustrante ver um futuro pior. Entendo que a vida é prosperidade, é fazer de hoje melhor que ontem e o amanhã melhor que tudo que já houve, e todos temos hoje o medo do amanhã. Penso em meu filho, em meus alunos e pergunto que herança estamos deixando? Que legado restará a eles?!
Um país que não planeja, não executa, não prospera, está doente e deixa a todos nós, doentes também. Vivemos a incapacidade de gerir, e consequentemente de gerar, seja energia, água, riqueza… e consequentemente incapaz de gerir e gerar futuro.
Encerro essa coluna com uma frase que para mim é um mantra que deveria estar escrita na porta do Congresso e do palácio da Alvorada:
“Não existem países subdesenvolvidos. Existem países subadministrados.” Peter Drucker.

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.

2015 vai ser difícil…

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O cenário que não era bom aos poucos vai ficando pior. O governo mantendo a teoria de problema dele é problema seu, ao invés de realizar os ajustes fiscais que deveriam incluir a redução de gastos e o sufoco da corrupção, optou por frear consumo e ampliar impostos, desta forma, você agora é mais sócio do que nunca nesta armadilha presidencial.
No consumo isso vai esbarrar em perda de poder de compra e consequente redução do compraremos, empresas com dificuldades financeiras tendem a ter seu cenário agravado e a perfeita e profissional gestão será imprescindível. Consumidores enrolados estarão ainda mais enrolados. De uma forma ou de outra 2015 e 2016 serão anos de uma realidade difícil e que poderá ser um divisor de águas para muitas empresas e pessoas, pois navegar com vento é fácil, difícil é no mormaço ou tempestade! Veem os raios!?
Outro imenso risco é o aumento da inadimplência, pois o brasileiro não é o cara mais organizado sob o ponto de vista financeiro, não é um poupador, e nem o mais controlado quando o assunto é comprar. Assim vender pode não ser difícil, mas receber pode ser uma tarefa árdua. Leis que vitimizam o consumidor e transformam o empresário em único responsável pelo processo da venda ameaçam constantemente a saúde financeira das empresas e sobrecarregam os bons pagadores, que assumem compulsoriamente o custo de quem não paga. Este ano o consumidor poderá gerar imensa dificuldade em pagar, visto que está habituado há anos a comprar ininterruptamente.
O crédito está mais caro e não é momentâneo, mas sim uma tendência, financiar será cada vez mais proibitivo, assim comprar itens de grande valor será tarefa mais difícil e uma oportunidade para quem tiver reservas. Alguns segmentos tendem a ter forte queda e outros, pequena redução. Mas o cenário, não se engane, é de redução.
O emprego é outra ponta importante que ameaça o consumo. Com queda nas vendas e no consumo, o emprego reduz, a vaga adia, a promoção esfria. Um cenário mais difícil traz uma grande inversão no processo do emprego e qualificação voltada a resultado e produtividade são diferenciais indispensáveis. O trabalhador que já tem dívidas pode ter problemas se perder o emprego, então a palavra de ordem é não se endividar.
A publicidade e as ações de promoção devem crescer, e muito, afim de disputar os poucos bolsos e os raros reais disponíveis, e as ofertas também devem se tornar cada vez mais tentadoras, mas o cenário é de fato complicado, pois os custos do país só aumentam e a pressão dos importados permanece alta.
A indústria nacional ainda é pouco competitiva tanto em produtividade como em custos diretos e indiretos. O empresário que não fez reservas nos tempos mais fartos que se viveu (e que duraram artificialmente mais, para garantir uma reeleição) terá sérios problemas para se ajustar nestes tempos de mais impostos, menos crédito e menos vendas.
Ano novo, novos tempos. 2015 não é o fim dos tempos, mas certamente definirá novos tempos, mas tão pouco será tempo suficiente para por em ordem as consequências de problemas que ainda não foram sequer tratados. O governo arrecada muito, gasta mal, a corrupção fica com a maior parte e o contribuinte que também é consumidor paga toda a conta. Enquanto o país não cuidar de gastar menos e honestamente, não aprender a investir de forma certa arrecadando menos, nosso consumo continuará a pagar propina, nossa comida pagará o déficit da Petrobrás, nossos serviços sustentará quem mama no governo e nosso trabalho servirá para pagar impostos. Não sei se cabe, mas feliz ano novo!

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.

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