Arquivo para o mês: setembro, 2015

Convite pro circo.

Art 672 - Convite pro circo

 

O Governo pretende atochar mais aumentos de impostos e definir novos decretos capazes de fazer com que nós paguemos mais uma vez a conta do que eles gastam e roubam.
Consegue ouvir os autofalantes gritando?! Respeitável público. Você está sendo convidado para o maior espetáculo de safadeza do mundo. O circo do Planalto!
Tem atirador de mala, domador de deputado, senador equilibrista, ministro amestrado, muita pizza e, é claro, nós – os palhaços.
Neste circo, somos muito mal tratados, somos consumidores de um prestador de serviços chamado governo, monopolista, incompetente, de caráter duvidoso e bem folgado.
A cada prestação de serviço nos deparamos com a péssima qualidade de entrega, falhas no prazo, erros nos requisitos e alto custo de realização.
Neste circo, o espetáculo não tem hora para começar, acaba rápido, a tenda está furada, a luz não funciona e o leão, ah o leão, vive solto mordendo os palhaços.
O circo, sem previa licença nossa, muda o espetáculo, contrata amigos acima do preço, vende os bichos abaixo do preço, despede o mágico e não alimenta o leão. Nós palhaços, ao final do pífio espetáculo, pagamos pelo ingresso dos convidados a um preço sempre mais alto que o anunciado e sempre ameaçados pelo leão.
Mais que um circo, é um circo dos horrores.
Mês após mês é assim que o governo nos trata, como consumidores reféns, que não podem escolher outro prestador de serviço. Zombam, abusam, prometem e não cumprem nada do que foi acordado no contrato de execução do serviço.
Somos palhaços sem alegria, somos pierrôs que choram enquanto a plateia e o dono do circo riem e a Colombina é violentada por fraudes, interesses próprios e quadrilhas.
Quando poderemos fazer de nossas urnas nosso código de defesa do consumidor, que exija dos eleitos o cumprimento das promessas de campanha e puna todas as promessas não realizadas?!
Quando esse circo terá de fato sua luz acessa e seja capaz de iluminar uma saída?
Estou farto, e imagino que cada brasileiro que faz sua parte, paga seu imposto e não rouba do estado, esteja igualmente farto, de ser obrigado a ir às urnas e ter o melhor interesse do país vencido pelo interesse de cada um que é beneficiado por promessas falsas e benefícios pessoais.
Somos compradores compulsórios de um serviço ruim, fadado a piorar, enquanto o fornecedor puder escolher quanto custa, quando entrega, como entrega e quanto pagamos. Não somos consumidores, não somos sequer cidadãos, somos apenas palhaços fadados a pagar por um espetáculo ruim.

 

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da TargetComunica.”

Uber e Taxis.

Art 671 - UBER e Taxis

 

Estamos em pleno século 21 e, pasmem, discutindo se podemos ou não atender clientes num novo e melhor modelo de serviço. Vivemos em um mercado livre, ou deveríamos, mas em plena modernidade são os socos e ameaças, no melhor estilo tribal e primitivo, que táxis parecem vencer o primeiro round desta disputa.

Compro pela internet ou se compro numa loja física? Imagine as lojas de todo país fechando as portas por causa dos e-commerces. Imagine os catálogos telefônicos e enciclopédias se jogando contra você quando você começou a digitar no Google em busca de suas respostas.

Agências de viagem se rebelando contra os guichês de passagens, e fabricantes de lanterna jogando fachos de luz em seus olhos quando celulares incorporaram o dispositivo.

Discutir o Uber é ser retrógrado. A modernidade, a diversidade e a obviedade precisam prevalecer.

A única coisa que ouço nesta discussão é o som da incapacidade de ser melhor. Ouço o som da fraqueza se debatendo, é o som da mesmice encostando no “mais do mesmo”, o serviço básico raspando no serviço ruim, o som do carro sem espaço para bagagem batendo na frente da rodoviária ou aeroporto.

O Uber cresce no espaço deixado pela incapacidade de ofertar carros e serviços melhores. Cresce na ausência de um tratamento melhor ou num investimento no conforto. Na economia do ar condicionado desligado, na fumaça do motorista que fuma, que xinga, que engana e ainda no corporativismo que não fiscaliza e não pune.

Tanta reclamação contra o Uber é o som de muita gente acomodada em dar quase sempre pouco de si e querer muito de seus passageiros. É o ruído infernal de muito motorista preparado para aceitar suas fraquezas e condenar, não somente a si, mas aos seus clientes a seguir pelas ruas sendo guiado e limitado por elas.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da TargetComunica.”

 

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