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Problema nunca foi problema!

Art 651 - Problema nao eh problema

 

 

 

Vender água para quem tem sede é fácil, e definitivamente 2015 e 2016 não serão anos fáceis, portanto vender o que é difícil será o grande desafio, aliás, vender não será apenas o desafio, mas receber.

O fato é que vender aquilo que, aos olhos de um mortal comum, seria invendável está cheio de casos por aí. Sim, acredite. Há dezenas de coisas que compramos ou almejamos comprar que não são, nem de longe, algo que fora de um contexto cultural, habitual ou excepcional, estaria em nossa prioridade ou mesmo lista de compras.

Em última instância, pagamos sabendo que teremos medo, dor, arriscamos nossa vida metaforicamente ou realmente, e pagamos! Em outras situações pagamos não pelo risco, mas nos submetemos a essas injúrias, ou seja, nos submetemos à dor, ao medo, ao risco de morrer, tudo em nome de um beneficio que nossa cultura valoriza ou nós realmente acreditamos ser produtivo.

Escalada, voo livre, montanha russa, trem fantasma, depilação, cirurgia estética, refrigerante são exemplos de comportamentos que assumimos o compromisso de pagar, experimentar e reverberar porque há valor associado a eles (quase sempre cultural), porque de alguma forma há um reconhecimento ou um benefício que supera os problemas vinculados ao item, ou simplesmente porque estamos inercialmente acostumados a utilizá-los.

Quando saltei, a primeira vez, de paraquedas, lembro-me de meus pensamentos contundentemente me questionando, sob o vão que me separava de onde aparentemente nunca deveria ter saído e daquela frágil asa que me apoiava, me questionava sobre quais razões existiam para que eu tivesse acordado decidido a me jogar de um avião a 3 km de altura do chão e aceitar o risco de uma mochilinha nas costas abrir ou não. E a resposta veio na forma de superar meu medo de altura, de viver o que ainda defino como “a melhor coisa que se pode fazer vestido”, e sobre quantas pessoas desta ou de gerações passadas gostariam de ter vivido isso e não puderam, quer seja por oportunidade, dinheiro ou tecnologia. O fato é que os benefícios geraram uma cegueira momentânea no processo decisivo e anularam os problemas ou simplesmente os superaram, no resumo os custo (financeiro e/ou operacional foi menor que o benefício).

O mesmo acontece com tantos outros serviços que consumimos. Uma cirurgia estética, por exemplo, aos olhos de quem a faz, supera de longe os riscos cirúrgicos e custos intrínsecos ao procedimento. Levar milhares de agulhadas e ter sua pele marcada para sempre parece ser pouco para quem consegue deixar em sua pele uma marca de suas crenças, tatuando-se.

2015 e 2016 serão anos de vender benefícios como não se faz há muitos anos. A redução do capital circulante e da disposição de gastar o pouco que se tem ou o que se terá, vai exigir uma estratégia capaz de retornar ao consumidor benefícios muito maiores que a eventual paz alcançada pela segurança do dinheiro guardado ou da compra de um produto concorrente. A disputa pelo dinheiro vai alcançar níveis mais competitivos e privilegiar estratégias que destaquem suas qualidades ainda mais, ou anulando as dificuldades ou cegando tal peso no processo decisivo. É preciso não limitar-se aos problemas do produto ou serviço, mas focar e valorizar as qualidades possíveis de se ofertar ao seu consumidor, e lembre-se, 2015 e 2016 não será hora de se jogar não, mas é bom ter um paraquedas se o avião começar a cair.

 

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da TargetComunica.

 

O complicado é que é melhor!

 

Art 650 - O complicado eh melhor
Normalmente quando alguém é perguntado sobre o que é melhor: fazer algo simples ou algo complicado? Ouço sempre a resposta: Simples! A resposta vem em tom entusiasmado e convicto. Todos querem um lugar ao sol, com filtro solar, água de coco e mar calmo.

O grande problema do simples, do fácil, do básico é que qualquer um, dotado ou não de neurônios funcionais, comprometido ou não, é capaz de realizar, e aí, o óbvio vira barato, pois o critério de escolha de quem realizará tal tarefa óbvia é o preço.

Nesta lógica, empresas, prestadores de serviço, colaboradores todos querem apenas fazer o que é simples, ficando uma imensa lacuna no mercado de quem resolva o que é complicado.

Sou um apreciador de vinho, nenhum enólogo, mas gosto de vinho, e por diversas vezes tentei comprar vinho em lojas por aqui, sempre escolhendo e solicitando entrega, e sempre ouvi de três lojas que a entrega é complicada, pois existem riscos, assim, assumo que desisti, achei uma empresa que ama o complicado e faz dele algo simples. Compro pela internet com preços por vezes mais baixos e com entrega em 7 dias na minha casa, com direito a brinde e dicas de consumo. Como uma cidade tão pequena e segura, comparada às cidades de porte semelhante ou de porte maior, pode considerar a entrega algo difícil? É inércia do simples, do óbvio. Erra quem acha que é custo, pois processos que se originam no cliente, são puro investimento, além de ser diferenciação da concorrência.

Considerando a possibilidade de que você, leitor, gosta, simpatiza, aprecia e se interessa em ganhar dinheiro, é preciso dedicar-se ao complexo, ao difícil, ao risco, ao improvável e, principalmente, desenvolver formas de torná-lo simples e rentável. O óbvio não pode mais ser reinventado, além de possível de ser executado por qualquer um, não há mais como ganhar dinheiro com o óbvio.

Vencida a crença de que não é possível prosperar na simplicidade, o caminho para prosperar é aquele que se choca e se vive com a dificuldade! Assim, clientes exigentes são excelentes, lideranças e mercados exigentes também, pois nestes há a chance de fazer algo que ninguém mais pode fazer, ou de uma forma que ninguém mais pode realizar, ou num prazo que ninguém mais pode executar e num preço (mais alto) que todos desejariam realizar.

A criação de valor é um caminho inquestionável para isso. Tal valor pode ser intrínseco a marca, a emoção, a vivência, a crença, ou simplesmente a execução!

Assusta-me toda vez que alguém que vende algo, fabrica algo, serve algo diz que não pode fazer diferente, ao invés de apegar-se a oportunidade e precificar de forma diferente e aproximar-se de forma marcante do seu cliente. A insistência no simples que já é simples é persistir no pouco dinheiro vocacionado a nenhum.

Sempre que algo tange ao comparável, o critério de desempate é diretamente relacionado a preço, se faço a mesma coisa, da mesma forma (aos olhos do cliente, sem gerar valor a ele), meu cliente escolherá por preço, e quem vende preço, não ganha dinheiro, não é capaz de inovar, melhorar, prosperar…

Da próxima vez que alguém falar, ou mesmo que você pressentir, que há algo difícil a ser realizado, grite e assuma pra si, pense em quanto estará se diferenciando e quanto de dinheiro isso pode trazer, o complicado sempre será melhor!

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da TargetComunica.

 

Me arruma um emprego aí?

 

Art 649 - Me arruma um emprego aí

 

O Brasil promete mais um pífio crescimento, bem abaixo da necessidade mínima capaz de manter o crescimento vegetativo da população, ou seja, o número total de brasileiros aumenta em ritmo superior ao crescimento do país (ano após ano) e isso leva ao consequente aumento do desemprego. Desde 2002 o governo mudou o índice de desemprego no país e só considera quem procura emprego como um desempregado, ignorando a legião de pessoas sem esperança ou vivendo de renda suplementar como bolsa qualquer coisa.

A conta do problema é simples, a cada ano a população segue crescendo a taxas próximas a 2% e a economia flertando com zero por cento.

O excesso de mão de obra altera as forças no mercado, assim cada vez mais a pressão sobre quarentões é maior, ou seja, a experiência é substituída por mão de obra mais barata e por vezes mais disposta. A pressão se agrava com a idade, cinquentões e sessentões sofrem ainda mais com isso, principalmente com leis trabalhistas que punem o emprego e oneram a contratação.

Dentro desta matriz familiar, pais sem emprego reduzem o horizonte de seus filhos, e isso sacrifica não apenas o hoje, mas o amanhã também. Numa estrutura aonde filhos saem de casa cada vez mais tarde e aonde avós são cada vez mais elos que sustentam famílias, a perda do emprego pune mais que uma geração.

Os modelos de negócios espremem cada vez mais os níveis hierárquicos nas empresas, obrigando aos profissionais a alçarem novas funções sem níveis intermediários os quais ensinam e treinam. Este mesmo modelo segue também reduzindo a quantidade de pessoas. Assim cada vez mais existem menos pessoas, que trabalham mais e ganham menos. Sem muitos níveis e sem muitas pessoas, quem está dentro cada vez mais corre o risco de estar fora, pois errar é cada vez menos aceitável e cada vez mais provável.

A redução do emprego e da renda traz alterações no mercado, desde o nível de poupança, ao perfil de consumo. Tudo muda. Quem fabrica, vende, anuncia, presta serviço precisa cada vez mais estar atento às mudanças no comportamento do cliente, no seu modo de escolha, pagamento, local de entrega etc.

A crise do emprego está só começando, sem uma intervenção do governo federal, o dólar no curto prazo continuará subindo e isso irá ampliar o aumento de preços, e consequentemente reduzindo consumo; este se debruçará sobre o mercado e quando se vende menos, sabidamente, se emprega menos, e numa espiral viciada, quanto menos se emprega, menos se vende…

O emprego está entrando em crise. Entender isso significa que muitos consumidores estão e vão mudar seus hábitos de consumo, deixando para amanhã o que poderia comprar hoje, vislumbrando a possibilidade de riscos, e ao fazerem isso antecipam os problemas, e numa profecia autorrealizadora, o consumo cai, a inflação sobe e o emprego diminui.

2015 será um ano diferente. Um ano que promete peneirar quem fica e quem sai, quem prospera e quem diminui. 2015 já começou e, seus problemas e oportunidades estão se apresentando, enquanto não conhecemos toda sua complexidade, segue a sugestão: cuide do seu emprego.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da TargetComunica.

 

Meio ambiente é um erro!

 

Art 648 - Meio Ambiente e mercado

 

Muito se fala sobre proteger bichinhos e plantinhas, o “meio ambiente” cada vez mais ganha notoriedade e pessoas e empresas cada vez mais esbarram em permissões e relatórios ambientais. Que fique claro: é indispensável proteger bichinhos, plantinhas e sistemas ambientais, mas igualmente é indispensável, proteger a vida e a economia, geradora de riqueza, saúde e educação, entre ela, a ambiental.

A visão ainda é de meio ambiente, ou seja, não se vê ainda o ambiente como um todo, que inclui numa mesma arca (tipo de Noé) bichos, plantas, pessoas, sistemas econômicos e a própria cultura, e é preciso tempo para alterá-la.

Todo grande projeto inclui hoje um RIMA, relatório de impacto ambiental, sempre focado no impacto sobre flora e fauna, quase nunca o mesmo trata um severo e importante dano ambiental: o ser humano. Os projetos quase sempre são vitimas do dos relatórios que pensam pouco em compensações e limitam o desenvolvimento sem considerar que pessoas empobrecidas e/ou famintas são um grande dano ao ambiente.

A visão de meio ambiente parece colocar em uma metade bichos e plantas e na outra metade as pessoas. É preciso uma visão mais holística, mais 360 graus e compreender que perpetuar as espécies, e isso inclui micos, samambaias e pessoas, é o caminho, aliás o único caminho.

É fato que o planeta sem o homem é mais bonito, e o homem sem o planeta não é nada, então que fique claro que preservar é indispensável, mas desenvolver também é.

Temos em nosso vizinho o COMPERJ, projeto que prometia grande desenvolvimento econômico e social, e trouxe uma legião de empreendedores, trabalhadores, sonhadores e oportunistas e como um castelo de cartas, foi destruído e reinventado deixando a míngua muitas pessoas, projetos e sonhos, e literalmente deixando filhos, periferia e pobreza no rastro de seu nascimento e morte. Muitos que vieram com o sonho de enriquecer, rondam a periferia sem dinheiro para voltar para casa ou abraçar novo sonho… Uma visão mais completa deveria tratar isso também. Temos micos protegidos e sonhos “micados”…

Grandes projetos não definem políticas para as pessoas. Ainda se pensa o meio ambiente, meio no sentido de metade, e não de modo. Os grandes projetos deveriam dar conta e exigências nos quesitos ligados, não somente ao saneamento básico, coleta de lixo, fauna e flora, mas também hospitais, escolas, distritos comerciais, habitação e planos de desenvolvimento social e econômico, exigindo inclusive lastros financeiros, evitando irresponsabilidades como essa do COMPERJ.

Durante a história de nossos ancestrais a visão unilateral do homem causou imensa perda à fauna e flora, e agora a legislação visa corrigir todos os danos com leis fortes e necessárias, mas com o mesmo erro que conduziu o homem até hoje – a unilateralidade. Agora focada no meio ambiente frente ao desenvolvimento econômico sildenafil citrate generic. É preciso equilíbrio, o mercado não consegue se adaptar tão rapidamente a mudanças tão profundas e consumidores, empreendedores perdem e consequentemente o meio ambiente também. É indispensável vermos tudo como um só ambiente: plantas, bichos, pessoas, mercados e cultura. Todos precisam ceder e encontrar harmonia. Não tem outro meio, não cabe mais meio. Agora é tudo ou nada!

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da TargetComunica.

 

Mídia e Marketing.

 

Art 648 - Midia e drogas

 

A mídia é o quarto poder, não necessariamente em ordem valor. Sua capacidade de preservar ou expor os agentes públicos ou privados em determinados lugares do mundo ou da história dá a ela a posição líder em diversos momentos. Não à toa a mídia é imediatamente cerceada no caso de um governo ditador, afinal manter a opinião pública ou do público que assiste passivamente o mundo girar é determinante para fazê-lo ir a velocidade e direção adequadas aos interesses do poder.

Dois fatos curiosos na mídia chamaram a atenção nas últimas semanas. A visibilidade dada ao Estado Islâmico, com suas atrocidades e recrutamento. Não que o que eles façam não importe ou não impacte sobre todos nós, mas pelo fato de exibirem as imagens tão inadequadas e tão desejadas pelo próprio Estado Islâmico e pela imensa visibilidade dada aos jovens recrutados. Tudo que eles querem é que o mundo assista as estas cenas bárbaras e os jovens desejam é essa notoriedade, assim o que a mídia faz é exatamente reproduzir e propagar tudo isso. Desta forma a dedicação da mídia em cobrir o que é bruto, selvagem, chocante é a motivação para a perpetuação da maldade e da covardia ou para o êxodo de jovens que já chega a 3mil europeus. Claro que seria também covarde culpar a mídia de forma unilateral, ela sempre exibe o que o público quer ver, saborear…

Outro fato curioso que a mídia andou saboreando foi a execução de brasileiros na indonésia. No Brasil morrem diariamente mais de 90 brasileiros por morte violenta, em sua maioria por tiros, tiros mais covardes, sem julgamento e sem glamour de uma viagem internacional. A mas dá a um camarada, que resolve ficar rico da noite para o dia, viajando para um país aonde sabidamente tem leis absolutamente duras contra o tráfico de drogas (porque não quer que suas crianças e jovens pobres se matem ou morram por causa da diversão de jovens e adultos ricos), é pego, julgado e condenado e a mídia o trata como vítima. Não foi uma decisão de impulso, foi algo altamente premeditado, havia riscos e eram conhecidos.

A mídia deu tanta visibilidade a isso que chegou a gerar um incidente diplomático, uma vez que a nossa presidente se recusou a receber as credenciais do novo embaixador da Indonésia no Brasil e agora a Indonésia ameaça não comprar mais os aviões da Embraer, um dos poucos bolsões de excelência neste país, tudo porque um traficante foi preso, julgado e será executado, como tantos outros já foram na Indonésia.

Será que é certo movimentar tanto esforço por quem voluntariamente entope sua prancha de surf de drogas e pega um avião? Será que certo ignorar tantos que por absoluto descaso das políticas públicas tem seus filhos forcados a flertar com o tráfico em favelas e comunidades aonde o poder público não entra, ou seria melhor dizer, não dropa, toma caixote e afoga-se!?

O fato é que a mídia está sempre escolhendo o assunto do momento e quem assiste parece ficar sempre passivamente recebendo o menu de assuntos, sem medir interesses e sem medir a moral, a ética, a lógica e outros parâmetros por onde o pensamento deveria ser construído e reconstruído.

O fato é que o pensamento não interessa a mídia em geral e principalmente aos outros três poderes, assim temas superfulos ou contraditórios poderão ser escolhidos a esmo e transformados em relevantes; assuntos desconexos com nossa realidade se tornam importantes e os realmente importantes se aproximam do desconexo. Enquanto falamos de superficialidades o que importa segue sem solução, enquanto assistimos e reapresentamos o mar manchado de sangue, o mal se repetirá e seguiremos emprestando atenção a este mal, enquanto traficantes disfarçados de surfistas posam de vítimas, seguem morrendo uma legião de anônimos e desamparados sem prancha de surf e sem passaporte.

Quem acredita que a mídia representa sempre a opinião pública, precisa entender que via de regra ela cria e dirige a opinião do público.

Muita informação que circula por aí vem com interesses específicos e duvidar disso fortalece a prática de uma mídia desfocada, acreditar em tudo que se vê, ouve ou lê é continuarmos comprando droga a achando que só o traficante está errado.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.

 

 

 

Pão, Circo e Samba.

Art 647 -Carnaval no mercado

 

O carnaval é um espetáculo. Indiscutivelmente uma festa que passa por nossa cultura, nossa alegria, nossa maneira de viver.

O carnaval é a nossa Las Vegas, é uma Disneylândia de gente grande com roupa pequena, bem tropicalizada. É o momento em que tudo é alegria, tudo é mágico e tudo tem brilho, luz e vida.

Mas o carnaval atende, e bem, a uma repetida, antiga e ainda, eficiente prática: a de distrair a todos sobre o que realmente está a nossa volta.

Roma sempre usou o pão e o circo para manter os súditos dos Césares distraídos e felizes, e sua eficácia é indiscutível, pois só isso explica que dois mil anos depois o estado permaneça incompetente, ausente em tantas áreas básicas e obrigatórias, mas sempre com verbas disponíveis para o carnaval, e outras lonas e luzes.

Milhares de prefeituras têm suas escolas e saúde, o mais básico de tudo, absolutamente abaixo do nível mínimo aceitável, mas têm em suas festas momentos de riqueza e esplendor. É uma grande distração para o contribuinte ou como prefiro pensar: consumidor.

O estado trata seu consumidor como pais irresponsáveis fazem com seus filhos, com filhos sem futuro. Enchem, a cada um de nós, de balas e biscoitos, nos deixam jogar bola, dormir tarde e não nos obriga a estudar.

Somos consumidores que recebemos apenas o que faz de hoje um bom dia, mas nada que permita que o amanhã possa ser melhor.

Nesta política de pão e circo, o carnaval se traveste de picadeiro, e ao terminar de foliões nos fantasiamos em palhaços, mais precisamente em Pierrôs: pobres, choramingando, vestido por sacos de farinha e vítima das piadas. Que se entenda, folião é a nossa fantasia em todo carnaval, porque somos o resto do ano Pierrôs, sem colombina, traídos por arlequins no melhor estilo da Commedia dellArte, marcada sempre pelos improvisos.

Nesta política superficial focada em distrair quem não critica, e iludir quem tem bom senso, nosso mercado de consumo retrai, o empreendedor perde, o planejamento sofre e o futuro samba, literalmente.

De sexta-feira a quarta-feira o Brasil que produz para. O Brasil que sonha, dorme acordado e o Brasil que consome acordará mais pobre, menos consumidor e menos capaz de alcançar seu futuro.

Para um ano que ainda não começou muita coisa já mudou. Mudou em promessas de uma recente eleição, mudou no nível dos reservatórios, na constância da luz.

Para quem vende caixa d’água, para um ano que ainda não começou, ele promete riqueza, para quem vende bomba de alta pressão, reza para o carnaval não terminar.

Entre caixas d’águas cheias e vazias, o pão vai rolar, ainda que com pouca água na massa ou mesmo um pouco cru, já que o forno elétrico anda desligando mais cedo, mas quem se importa de verdade, esta semana tem circo…É carnaval!

 

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.

 

Darwin é seu cliente!

Art 646 -Darwin é seu cliente

Não é mais forte. Não é o mais inteligente. Mas, somente o mais bem adaptado que sobrevive.
Neste ritmo 2015 será um grande seletor de espécies na indústria, comércio e serviço. Seu consumidor embora não tenha barba grande, nem jeitão de cientista, tem grande poder de mutação e uma natureza bem agressiva quando assunto é selecionar o que lhe interessa.
Comumente em consultoria ouço clientes dizendo que não é compreendido por seus consumidores, a má notícia é que jamais seremos. Quem compra, não compreende a si mesmo, por vezes, e nunca, a quem vende. É da prerrogativa de quem compra olhar com distinção ao seu próprio umbigo e com descaso a quem vende.
2015 começa com as despesas de sempre, adicionado ao racionamento de água, sobretarifa de energia, aumento dos combustíveis, aumento de impostos em diversos segmentos como bebidas, cosméticos e combustíveis (novamente), rombo nas contas públicas e nenhuma vontade de gastar melhor o seu suado dinheiro arrecadado nos impostos, assim seu negócio, emprego e oportunidade estão ameaçados e precisam se adaptar.
Gestão, relacionamento com cliente, fornecedores, recall de marca, capacidade de ofertar ao tempo certo, ao preço adequado, no lugar preferido, o item desejado com o servido esperado é sua grande chance de não ter um ano ruim.
Estamos só. Sem planejamento macro que ajude, sem uma economia forte. Quem tem a companhia de seus clientes fieis, viverá o ano melhor, quem não os tem, é bom buscar isso rápido, e vale ainda uma figa para economia mundial seguir bem, pois se o mundo espirrar teremos pneumonia, sem sequer médicos cubanos para nos tratar.
A palavra de ordem não é inovação, não é tradição, mas sim adaptação. Vamos precisar nos adaptar. Adaptar não é mudar sua essência, mas pode ser, adaptar não é mudar de cliente, mas pode ser, adaptar não mudar o resultado, mas pode ser. O que dificilmente acontecerá em 2015, será a sua capacidade ou mesmo possibilidade de manter tudo como estava.
O consumidor vai mudar mais que o normal, pois seu cinto está sendo apertado pelo governo, seus desejos impulsionados pela publicidade e sua autoestima derrubada, afinal andar para trás não alegra ninguém. Neste cenário prevalecerá a natureza mutante do consumidor. Uns vão deixar de comprar picanha, mas manterão o churrasco com carnes menos nobres, outros deixarão de comprar roupa para manter sua picanha, e haverá aqueles que cancelarão o churrasco para comprar a roupa. Mas não se engane, inevitavelmente, há quem perderá o poder de fazer churrasco e comprar roupa, pois sem emprego tudo fica impossível.
Adapte sua empresa, seja ela qual for, a 2015 ou corra o risco de não estar disponível em 2016. É sabido que não se alcança o progresso sem mudança, mas neste caso pode ser que a mudança seja apenas para regular o tamanho do seu regresso.
Imagino Darwin vendo tudo isso, coçando sua imensa barba sugeriria: Adapte-se a este novo mundo. Ainda que não seja para ganhar asas que seja ao menos para não perder seus pés, porque o seu chão já tiraram.

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.”

Seu futuro está sendo Subadministrado!

Art 645 - Seu futuro está sendo Subadministrado

Um país rico e abundante em potencial hídrico e consequentemente capaz em geração de água, energia e riqueza vive refém de chuva, de temperaturas amenas e de capital externo. Um governo de mais de 12 anos, muitas caras (de pau) e muitas mentiras deixa nosso futuro comprometido pela falta de administração, pela absoluta incapacidade de planejamento e investimento. Não existe falta de recursos ou receita.
Neste cenário nossos negócios, sejam eles industriais, comércio ou serviço, ficam na corda bamba da sucateada infraestrutura e das mudanças das políticas públicas que afetam toda a cadeia de geração de riqueza (ou pobreza) a cada canetada não prevista ou a cada não investimento necessário. Assim tem sempre alguém que mete a mão no que seria o seu carro, sua viagem, sua saúde, sua aposentadoria ou seu futuro.
O governo falsifica seu superávit e resolve tudo na caneta e nós, empregadores, empregados, desempregados e estudantes, impossibilitados de tal artifício, temos nossos presentes e futuros incertos e encurtados. Quantos negócios são afetados a cada (in)decisão covarde do governo que não governa?
Estradas ruins, campeãs em roubo de carga, lotadas de pardais conspiram e encarecem sua comida, seu lazer e ameaçam a vida de seus usuários, apesar de seus impostos serem pagos compulsoriamente a cada nota fiscal, a cada exercício fiscal e a cada tabela não corrigida do imposto de renda, a cada não correção dos índices salariais ou da aposentadoria.
Piques e falta de energia e de água paralisa ciclos industriais, detona a lavoura, atrasa o serviço, prejudica e pune o comércio, tudo porque, não falta água, mas faltam políticas que planejem e executem o país que eu e você pagamos para ter. Penso sempre em meu filho e alunos… o que restará para eles?
Uma simples mudança no índice de financiamento da casa própria altera todo o mercado da construção civil, desde a captação de dinheiro no mercado, passando pelas construtoras, e todos os milhares de fornecedores de matéria prima e serviços, milhares de lojas de materiais de construção, que afeta o emprego e a geração de renda… Todos esses empresários planejaram retorno financeiro, calcularam custos, investiram economias e lucros em nome de um futuro melhor, e a gestão do país insiste em transformar planejamento em aposta. Querem transformar empresários e trabalhadores, a todos, em apostadores. Somos Vegas! Sem luz, sem glamour… só uma mesa com feltro puído e cartas marcadas.
Assim marketing e política se entrelaçam, ambos afetam investimento, retorno financeiro, emprego, demanda, oferta…
Vivemos num organismos sobrecarregado, aonde pouco a pouco vamos adoecendo. Temos um corpo que poderia ser saudável, mas uma dieta ruim e uma postura sedentária insiste em nos matar. Um corpo viciado em jogo, que aposta seu futuro, no escuro (sem trocadilho).
Não vivemos crise hídrica, energética ou fiscal, vivemos sim as consequências de muitos anos de ingerência sobre todos esses temas, vivemos a doença porque a saúde não foi cuidada. Amputamos o braço agora porque quando a unha ficou roxa ninguém foi ao médico. Vivemos, sobrevivemos, ou melhor, subvivemos sem saber o que será de 2015, porque a gerencia do país, estado e município não executou seu trabalho em 2014, 13, 12, 11… e como numa contagem regressiva regredimos agora e esperamos a hora do emprego recuar, do poder de compra minar e do futuro ruir.
É muito frustrante ver um futuro pior. Entendo que a vida é prosperidade, é fazer de hoje melhor que ontem e o amanhã melhor que tudo que já houve, e todos temos hoje o medo do amanhã. Penso em meu filho, em meus alunos e pergunto que herança estamos deixando? Que legado restará a eles?!
Um país que não planeja, não executa, não prospera, está doente e deixa a todos nós, doentes também. Vivemos a incapacidade de gerir, e consequentemente de gerar, seja energia, água, riqueza… e consequentemente incapaz de gerir e gerar futuro.
Encerro essa coluna com uma frase que para mim é um mantra que deveria estar escrita na porta do Congresso e do palácio da Alvorada:
“Não existem países subdesenvolvidos. Existem países subadministrados.” Peter Drucker.

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.

2015 vai ser difícil…

<img class="aligncenter wp-image-4021 size-full" src="http://targetcomunica cheap generic viagra.com.br/wp-content/uploads/2015/01/inndignados-governo-povo-impostos-indiretos-e1421926132562.jpg” alt=”inndignados-governo-povo-impostos-indiretos” width=”365″ height=”250″ />



O cenário que não era bom aos poucos vai ficando pior. O governo mantendo a teoria de problema dele é problema seu, ao invés de realizar os ajustes fiscais que deveriam incluir a redução de gastos e o sufoco da corrupção, optou por frear consumo e ampliar impostos, desta forma, você agora é mais sócio do que nunca nesta armadilha presidencial.
No consumo isso vai esbarrar em perda de poder de compra e consequente redução do compraremos, empresas com dificuldades financeiras tendem a ter seu cenário agravado e a perfeita e profissional gestão será imprescindível. Consumidores enrolados estarão ainda mais enrolados. De uma forma ou de outra 2015 e 2016 serão anos de uma realidade difícil e que poderá ser um divisor de águas para muitas empresas e pessoas, pois navegar com vento é fácil, difícil é no mormaço ou tempestade! Veem os raios!?
Outro imenso risco é o aumento da inadimplência, pois o brasileiro não é o cara mais organizado sob o ponto de vista financeiro, não é um poupador, e nem o mais controlado quando o assunto é comprar. Assim vender pode não ser difícil, mas receber pode ser uma tarefa árdua. Leis que vitimizam o consumidor e transformam o empresário em único responsável pelo processo da venda ameaçam constantemente a saúde financeira das empresas e sobrecarregam os bons pagadores, que assumem compulsoriamente o custo de quem não paga. Este ano o consumidor poderá gerar imensa dificuldade em pagar, visto que está habituado há anos a comprar ininterruptamente.
O crédito está mais caro e não é momentâneo, mas sim uma tendência, financiar será cada vez mais proibitivo, assim comprar itens de grande valor será tarefa mais difícil e uma oportunidade para quem tiver reservas. Alguns segmentos tendem a ter forte queda e outros, pequena redução. Mas o cenário, não se engane, é de redução.
O emprego é outra ponta importante que ameaça o consumo. Com queda nas vendas e no consumo, o emprego reduz, a vaga adia, a promoção esfria. Um cenário mais difícil traz uma grande inversão no processo do emprego e qualificação voltada a resultado e produtividade são diferenciais indispensáveis. O trabalhador que já tem dívidas pode ter problemas se perder o emprego, então a palavra de ordem é não se endividar.
A publicidade e as ações de promoção devem crescer, e muito, afim de disputar os poucos bolsos e os raros reais disponíveis, e as ofertas também devem se tornar cada vez mais tentadoras, mas o cenário é de fato complicado, pois os custos do país só aumentam e a pressão dos importados permanece alta.
A indústria nacional ainda é pouco competitiva tanto em produtividade como em custos diretos e indiretos. O empresário que não fez reservas nos tempos mais fartos que se viveu (e que duraram artificialmente mais, para garantir uma reeleição) terá sérios problemas para se ajustar nestes tempos de mais impostos, menos crédito e menos vendas.
Ano novo, novos tempos. 2015 não é o fim dos tempos, mas certamente definirá novos tempos, mas tão pouco será tempo suficiente para por em ordem as consequências de problemas que ainda não foram sequer tratados. O governo arrecada muito, gasta mal, a corrupção fica com a maior parte e o contribuinte que também é consumidor paga toda a conta. Enquanto o país não cuidar de gastar menos e honestamente, não aprender a investir de forma certa arrecadando menos, nosso consumo continuará a pagar propina, nossa comida pagará o déficit da Petrobrás, nossos serviços sustentará quem mama no governo e nosso trabalho servirá para pagar impostos. Não sei se cabe, mas feliz ano novo!

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.

Sem fio e sem pressa.  

Art 643 - Sem fio e sem pressa

 

Uma contradição interessante dos dias de hoje é que estamos cada vez mais cercados de pessoas, cada vez mais conectados a todos e cada vez mais solitários. Vivemos com acesso a redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e com acesso a comunicação por voz, vídeo e texto, e seguimos cada vez com menos tempo.

Parece que ter todos e todas as formas de comunicação ao alcance dos dedos tem nos afastado cada vez mais de uma vida com mais qualidade e mais profundidade.

E parece que não são somente nossos dias que estão piores, os negócios sofrem com isso também.

Um caso emblemático aconteceu em Nova York, neste ano, em um restaurante popular e com muitos anos de mercado e grande experiência. Ele começou a experimentar perdas em suas receitas e não conseguia descobrir o que estava acontecendo.

Com a ajuda de um especialista de marketing (tinha que ser um cara de marketing, é claro! risos) perceberam que o número de clientes não havia subido, mas se mantido, mas o serviço estava cada vez mais lento, mesmo com mais funcionários e com a redução do cardápio. Reclamações surgiam dos clientes que tinham que esperar por uma mesa, não pelos clientes em atendimento. Os números históricos do restaurante não davam pistas evidentes do que aconteciam, então recorreram aos sistemas de vídeo do restaurante, buscando ver comportamento de funcionários.

Para o estudo compararam vídeos de 10 anos atrás com atuais. A performance do restaurante parecia a mesma, no que se referiam a quantidades de clientes confirmando a integridade dos números, então o que estava acontecendo?! Quando se foi ver o número de pedidos de mudanças de mesas, esses haviam quase triplicado. O tempo para o pedido ao garçom havia subido de 8 para 21 minutos e o tempo de uso do garçom para assuntos que não se referiam ao serviço nato, subiu de zero para 5 minutos em média.

Por que tantas mudanças? Tudo graças à Internet. Pedidos de mudança de mesas, adiamento no pedido e os cinco minutos com o garçom se deram em função de dificuldade de sinal de Internet, uso do celular antes de olhar o cardápio e dúvidas na conexão Wi-Fi, respectivamente.

E os problemas não paravam por aí, quanto mais complexo o pedido, mais os clientes pediam ao garçom para tirar fotos, e muitos novas fotos, pois não haviam ficado satisfeitos com a foto inicial, e ainda tiravam selfies, o que atrasava o tempo na mesa em mais 7 minutos em média, mais atrasos e reserviços causados por pedidos de reaquecimento de pratos na cozinha, devido ao tempo perdido com fotografias, análise e postagens.

Terminada a refeição os clientes gastavam em média mais 20 minutos na mesa com seus dispositivos, tempo que não era gasto 10 anos antes, quando não havia distrações no restaurante, e em média mais 15 minutos após o pagamento da conta.

E engana-se que paravam aqui os atrasos e problemas, dos 45 clientes analisados, 8 ainda trombaram com mesas, garçons ou clientes enquanto saiam do restaurante, pois digitavam enquanto caminhavam, gerando perdas e desgastes.

Deste modo o tempo médio subiu de uma hora para duas horas, reduzindo drasticamente o giro sem gerar incremento na receita. Tudo por razões aleatórias à gestão.

Assim esse caso não é uma resposta ao dilema comum em alguns estabelecimentos sobre colocar ou não um serviço de Wi-Fi para seus clientes, mas um alerta sobre a necessidade de adaptar-se à tudo isso e gerar controles sobre os impactos das mudanças de comportamento sobre a gestão dos negócios.

Clientes sem fio e sem pressa podem gerar fornecedores sem dinheiro e sem futuro. Mais um problema para gerenciar. Vou digitar no Google e procurar uma resposta…

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunica.

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