Coca-Cola e sua história.

O consumo per capita de refrigerante não para de diminuir nos Estados Unidos. Nos últimos 7 anos a redução foi de 15% e a tendência é deste modelo se espalhar pelo mundo em nome de uma vida mais saudável. Redução de consumo, trás natural redução da rentabilidade, mas a gigante Coca-Cola não se rende fácil e permanece investindo em marca e relacionamento da marca, que se confunde muitas vezes com nossa própria história.

Nos últimos tempos a Coca-Cola investiu na estratégia de transformar sua garrafa em um amuleto, presente, lembrança ou souvenir, utilizando nomes próprios nos rótulos das suas garrafas. Depois partiu para a possibilidade de você encomendar seu próprio nome e finalmente de utilizar palavras chaves, baseadas no otimismo, nos rótulos, campanha que marcou as festas deste final de ano.

Agora ela volta com um clássico os anos 80, miniaturas das garrafas de Coca-Cola, mas numa roupagem super fashion e focada nos 18 países sedes da Copa da FIFA.

Apostando na natureza colecionável do consumidor, a Coca-Cola pretende faturar alto com a campanha que é um abre-alas para a Copa do mundo. Até as próximas sedes da Copa, como Rússia e Catar, já estão na coleção.

A Coca-Cola pode não ser uma boa bebida, mas é certamente a melhor empresa em estratégia de marca com seus clientes. A proximidade, a simpatia, a presença no ponto de venda, a distribuição, a qualidade de deus produtos, é simplesmente impressionante como a operação da Coca-Cola em todos os aspectos consegue se mostrar sempre tão eficiente e tão modelo a ser seguido e admirado.

Sua consistente estratégia de comunicação quer seja em volume de anúncios ou no uso dos canais de comunicação, com seus slogans sempre tão pertinentes e exatos, sua mensagem sempre otimista, próxima e de linguagem capaz de atingir o rico, o pobre, o jovem, o idoso, o solteiro, o casado, a família e o individuo é um processo quase mágico que vem se perpetuando, de geração em geração, e em particular no Brasil, quase bloqueando alguns rivais de usufruir do potencial do mercado.

Certamente, o que veremos nesta nova campanha da Coca-Cola serão muitas crianças entrando para o time de fãs da Coca-Cola, iniciando sua coleção, muitos marmanjos relembrando seus anos 80 e reativando sua coleção antiga, além é claro de cáries e quilos a mais.

Entre um vedante e um anel de latinha teremos muitas lembranças para colecionar, muitas miniaturas de garrafinha para conseguir e a gigante seguirá por hora liderando as vendas, a preferência e o hábito de consumo. Bom para dentistas, nutricionistas e pior para crianças, adolescentes e marmanjos que precisam abandonar o mau hábito de consumir refrigerantes.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunicação.”

 

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