Vida de cão!

 

 Art 631 - Vida de cão

 

Tem muita gente por aí querendo nascer bicho e não precisa nem ser destes felpudos, fofinhos ou de olhinhos grandes, tipo gato do Shrek, afinal o próprio conceito de animal doméstico já mudou ao longo do tempo. O que no passado era cachorro e gato, agora é tartaruga, calopsita, iguana, cobra etc. A expressão cobras e lagartos nem faz mais sentido, afinal elas tem ração especial, terrários… O que falar dos ramsters que tem uma verdadeira Disneylândia para brincar…

O mundo PET só faz crescer, lojas segmentadas se esparramam pelas ruas, e a impressão que dá que há mais animais domésticos do que criança no mundo, pois há mais lojas especializadas em bicho por aí do que infantis.

Os mimos para a bicharada já deixaram de ser razoáveis e estão se tornando sem noção, para usar uma expressão atual. Rações de cachorros e gatos alcançam 14 até 19 reais o quilo, o que dá pra comer bem, se passar antes por um açougue ou boutique de carne (está na moda agora), se não comprar picanha, dá pra levar contra filé pro au-au e ele vai se amarrar… O que aconteceu com a comida dos cachorros? O que aconteceu com os cachorros? Agora usam roupa de frio, botas, boné, brincam com osso de mentira e se duvidar não latem mais. Sofrem de depressão, estresse, fazem relaxamento e tem seu dia de Spa.

Nossa perspectiva de consumo está criando bichos como bibelôs que espelham tendências de consumo e que expressam, em alguns casos, muito mais que amor, alcançam ao que parecem um comportamento espelhado de seus proprietários ou como alguns preferem se autointitularem: pais. Segundo o IBOPE eram 6 bilhões de reais em 2012 o que se movimentava no mercado de animais domésticos, com um gasto per capita em São Paulo de 46 reais. Ô bicho caro! E tem mais, a americana I Love Dogs vendeu uma coleira de 52 quilates de diamantes pela bagatela de 7.3 milhões de reais para um cachorrinho de uma celebridade.

Joias e bijus são outro mercado de peso, aonde pingentes, coleiras personalizadas e até piercings são comercializados para alegria dos papais, não dos bichanos. Como guizos em gatos, que só servem para enlouquecer bichos de alta sensibilidade a sons, por exemplo.

Nossos comportamentos transbordam aos nossos bichos ao que parece, projetamos em cães e gatos consumos e consumidores que gostaríamos de ser. Um estudo recente demonstra que os casos de depressão canina estão relacionados em sua maioria a casos aonde os “donos” também sofriam de depressão. Nos Estados Unidos 55% dos cães e gatos estão acima do peso, país reconhecido também pelo alto índice de pessoas acima do peso.

Tudo bem que não usemos mais o angu (que ainda alimenta parcelas significativas de brasileiros “bicho gente”), que se invista em vacinas e em consultas veterinárias (afinal é responsabilidade de um proprietário zelar e cuidar de seu bichano), mas é preciso conter ou questionar, ao menos, o exagero que ronda casas e apartamentos. Adoro bichos, em alguns casos mais que certas pessoas. Vejo neles confiança, sinceridade, carinho e lealdade, atributos raros em alguns humanos que conheço e insisto em ignorá-los, mas acredito que a melhor maneira de respeitar meus bichos é dar a eles a vida que eles querem e não a que eu idealizo ou a qual me realizo. Sem coleiras de brilhante, mas com quintal para brincar. Sem tirar onda com ou vizinhos, mas com muito carinho.

Talvez investir todo esse dinheiro em entidades que cuidam de bichos ou em campanhas que conscientizem as pessoas que bicho merece carinho e respeito, seja melhor que comprar rações caríssimas, ou roupinhas de grife que chegam a absurdos 7mil dólares. Acho que a pressa das pessoas, sem tempo para si, para os seus e para os bichanos está dando ao cartão de crédito mais valor que cinco minutos para brincar com seu bichano.

Na verdade vida de cão é uma expressão que também perdeu seu sentido, assumiu novo significado, não é mais aquele que fica com a sobra e a sombra, mas aquele que tem ração cara, brilhante na coleira ou roupinha chique, mas não tem mais companhia, uma bola velha pra brincar ou espaço para correr. Às vezes acho que os cães de antigamente eram mais felizes, parece que agora os felpudos estão realmente levando uma vida de cão.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunicação.

 

Empresas de marketing ou marketing de empresas.

Art 629 - Empresas de marketing ou marketing de empresas

 

Em 1954 Peter Drucker pregava que as empresas precisavam transformar o marketing na própria empresa e não em um apêndice. Mais de cinquenta anos se passaram e algumas empresas ainda não fazem ideia do que ele queria dizer com isso.

O marketing é a orientação focada no mercado, nas suas tendências, no que os clientes desejam, é entender o que está impactando cada um destes compradores, quer seja por ações de concorrentes, de produtos substitutos, tecnologia, cultura, religião etc.

Em julho passado a Procter & Gamble, um gigante do mercado de consumo, detentora de marcas conhecidas como Gillete, Duracell, Pampers, Vick, Oral B e mais outras tantas, cortou de dezenas de seus diretores e gerentes a palavra marketing.

Ignorantes ou inimigos do mercado entenderam como um descrédito ao marketing, mas olhos mais atentos e mais competentes tiveram como clara a decisão de que finalmente a P&G assume o marketing como algo absolutamente dissolvido e que recobre cada decisor em sua empresa. Agora marketing não é mais um produto, mas uma categoria de produto, categoria essa comercializada por toda a empresa.

Ainda vejo e tenho certeza que quem me lê ainda experimenta produtos e serviços desprovidos de marketing, aonde em uma clara vocação imposta “de cima para baixo”, nos empurra pela goela itens e processos que nem de longe atendem às nossas necessidades ou expectativas. São produtos que não atendem, quer seja em sua embalagem ou em seu conteúdo. Embalagens individuais de catchup e mostarda, os famosos sachês, que alguns simplesmente não abrem. Muito mais que músculos de aço, é preciso nervos de aço para tentar romper aquele maldito invólucro. Embalagem após embalagem nada acontece, e quando finalmente se obtém sucesso, se ganha uma medalha; um borrão na roupa! É tão ruim, e tão publicamente ruim, que inventaram a lâmina para abri-los, normalmente sobre porta guardanapos, e aí nos deparamos com aquele aspecto nojento de catchup de sobras de cinco dias atrás, já esverdeando, sob o “abre sachê”.

Por que o fabricante deste produto não muda sua embalagem? Simplesmente por que quem compra (a loja) quer preço e não qualidade, e ignora que seu cliente quer qualidade e preço, e mais, que cada vez que a loja abaixa a qualidade sua percepção de preço alto aumenta. Tudo isso é um erro de marketing, e imenso, tão contagioso e tão comum no mercado.

Muitas empresas tiram a diferença (reduzem custo) em itens que são tangíveis e sensíveis aos olhos do cliente e com isso alteram o resultado da experiência de consumo, afastando clientes e potenciais clientes.

Conhecer quais expectativas seu cliente tem, informá-lo corretamente para que haja um nivelamento destas expectativas, acompanhar o processo de compra, uso e garantias, abrindo canais de comunicação que sejam capazes de gerar uma boa impressão, que possam reforçar a ligação dele com a empresa, além do óbvio, como ter um bom produto e/ou serviço são condições básicas de quem acredita que marketing não é apenas parte do negócio, mas o negócio look at these guys.

É preciso desconstruir na cabeça do empresário que o marketing está ligado a enganar, mascarar ou esconder. Se hoje o consumidor tem essa impressão, a culpa reside no intermediário de marketing, nas muitas empresas que, seduzidas pelos resultados capazes de serem gerados pela ferramenta, produzem lobos em pelagem de cordeiro e entregam mentira na forma de produtos e serviços.

As empresas precisam parar de fazer marketing. É preciso se tornar empresas de marketing. Precisam cada vez mais olhar com olhos atentos para seu cliente e mercado, precisam ver o marketing não como uma ferramenta de oportunidade, mas como a oportunidade de gerar através de seu produto ou serviço uma ferramenta (de’ valor) para seu cliente.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunicação.”

Ser ótimo não é o bastante.

rodas-roubadas-10

 

O senso comum é que ser razoável em algo é imprescindível, que ser bom te garante certa prosperidade e ser ótimo te dá credenciais de super-herói. O senso comum quase sempre se engana, porque os detalhes costumam a ser cruéis com quem olha superficialmente qualquer questão e parece satisfazer-se com um único e obtuso ângulo de vista.

Com frequência vejo produtos, prestadores de serviço, empresas, profissionais que apesar de serem muito bom em algo patinam, derrapam, capotam, enquanto vejo equivalentes com menos potencial específico em condição melhor, embora raro, mas real.

Quase sempre o sucesso está associado ao conjunto, e não a um valor indiscutível ou tão raro. Conjunto é o nome para o aparente sucesso de mercado. Equilíbrio, não somente, entre características que ao final saceiam a origem de determinada demanda ou anseio, mas também o conjunto de qualidades associadas, que vem na forma de um brinde, e que recobre produtos, serviços, profissionais ou mesmo pessoas.

Pensemos em um vendedor: há vendedores de grande conhecimento de produto, mas sua forma de conduzir derrubam o processo, dificultam, travam, desestimulam o negócio, porque lhe falta entendimento dos sentimentos do consumidor, ou entendimento do impacto do aspecto financeiro, por exemplo.  São tantos os profissionais que tem imensa capacidade de produção em determinada vertente, mas sua incompletude freia sua capacidade total, suprime resultados ou mesmo anula sua virtude.

Empresas quase sempre replicam esses comportamentos. Na verdade empresas são entidades vivas, cheias de vícios e personalidade de sua liderança ou de sua falta de liderança, para o bem e para o mal.

Algumas empresas são tão boas no que fazem que só sabem fazer tal tarefa e acreditam que isso as basta. A má notícia é que não basta. Uma empresa só prospera se for boa no seu produto ou serviço, mas e for boa na precificação, na cobrança, na distribuição, no trato com fornecedores e colaboradores, com seus clientes, com sua embalagem, marca, sua comunicação e por aí vai.

Esse é de longe o erro mais comum que vejo em empresas e profissionais, o excesso de foco ou de autoconfiança em apenas um aspecto, porque nós que compramos somos muito mais complexo que isso, porque o mercado que todo dia teima em selecionar quem fica e quem morre, e ele exige um enfoque multitarefa, capaz de saciar a complexidade que somos, e não costuma a preservar apenas os bons ou os ótimos em apenas uma única coisa.

Diariamente vejo essa distorção acontecer, vejo produtos melhores saírem do mercado, enquanto bons ficam. Vejo empresas ótimas serem vencidas por empresas razoáveis, vejo profissionais excelentes perderem para medianos, tudo porque o conjunto de quem fica é melhor.

Os empreendedores precisam de mais preparo genérico, as empresas precisam de mais foco no todo e menos foco no foco, os profissionais precisam entender melhor a complexidade de suas atitudes e tomadas de decisão. Vendedores precisam compreender o ponto de vista da empresa e do consumidor e mediar os interesses, não raramente divergentes. O empreendedor precisa negociar os interesses de quem compra, com os dele que vende, adicionando a gestão de quem fornece.

Qualidades únicas são sim desejadas, mas no aspecto de se ter algo que ninguém tem, mas não no sentido de não ter mais nada que interesse. Ainda somos avaliados pelo mercado, não por nossa nota máxima, mas pela nossa média. Assim dez e dois geram média seis, enquanto dois setes elevam a média em quinze por cento. Ser ótimo em algo não é passaporte para o sucesso, mas seu conjunto de atributos ainda é o que o mercado espera e quer de nossos produtos, serviços, empresas e profissionais.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunicação.”

Esse ano já acabou!

118437_Papel-de-Parede-Cidade-de-ricos_1280x1024

 

Diz a lenda que o rico trabalha pouco e pobre trabalha muito. Nesta lógica somos ricos, muito ricos. O consumo precisa mesmo de ricos, de dinheiro para consumir produtos e serviços. Somos ricos! Duzentos e dois milhões de ricos.

Na verdade a cada dezoito segundos aumenta em mais um o número de brasileiros, segundo o IBGE, então, mais um rico está disponível no mercado a cada 18 segundos.

Afirmo que somos ricos, dado o modo requintado e despreocupado como lidamos com o dia-a-dia dos compromissos, enquanto o mundo gira; o Brasil para.

Durante a copa a população brasileira aumentou em quase uma Nova Friburgo, mais precisamente em 144 mil brasileiros a mais para comer, vestir, ser medicado, mover-se, sujar, receber seguro desemprego… porque convenhamos a economia não cresce neste ritmo. Nada acontece de bom neste ritmo.

Vejamos 2014. O ano que começou em março, dado o “atraso” do carnaval, seguido por um abril recoberto de feriados e um maio pré-Copa. O que dizer de junho e julho? Seguem no ritmo da seleção brasileira, uma verdadeira pelada. E o que esperar do segundo semestre? Eleições, final de mandatos, festas de final de ano! O que esperar?

A economia rateia, derrapa, estaciona, recua! 17% a menos de crescimento no índice da ANFAVEA, um dos melhores termômetros da economia de um país (o desenvolvimento da indústria automobilística).

O empresariado está imprensado com os altos custos do emprego e comercialização, e pouca produtividade e nenhuma política de desenvolvimento.

Como o mercado consumidor consegue suportar tamanha inércia!? O marketing tem limites no impulso ao consumo! Marketing não é mágica, é estratégia. Liberação de crédito e surtos de redução de IPI (tudo o que país tem feito) funcionam por algum tempo, são táticos e não estratégicos, pois não são estruturantes.

Qualquer empresa que já baixou preço para fazer caixa descobriu que em pouco tempo que essa redução não estrutura consumo, apenas adia o verdadeiro problema de não possuir mecanismos consistentes de venda. Conceitualmente vale o mesmo para o país, estado, município.

Profissionais liberais, empregadores e todos que dependem de tempo de consumo estão imprensados num ritmo de país rico, recoberto de feriados, eleições, eventos culturais e esportivos. Seguimos apoiado sobre um gramado cujas as placas estão soltas, frágil e feio de campo de várzea.

O ano não só não começou ainda, como já acabou! 2014 já era para muitos segmentos. Segmentos que empregam, que investem, que ditam ritmo de crescimento e entusiasmam e orientam grandes investimentos.

A cultura corrupta do país para a economia no pré-campanha. Paralelo a isso, os grandes blocos de capital do país não investirão neste final de mandato e nem no inicio do próximo, até sentirem a que veio o novo governo.

Assim 2014 já acabou e 2015 já começa trôpego. Mas seguimos ricos, podemos esperar, esperar o Brasil ser o país do futuro. O Governo federal teme que os efeitos da surra vergonhosa que tomamos contra a Alemanha traga perdas eleitorais e tenta se descolar da pífia campanha da seleção. Até o momento o esforço do governo federal permanece com o foco em seu próprio umbigo e cuida para que ele saia ileso, ainda que isso custe bem mais que os 26 bilhões de reais já gastos no mundial.

Mas não se preocupem, somos todos ricos, e quem precisa deste dinheiro todo? Que diferença faz um ano a mais, ou um ano a menos? Que venha 2016…. Ah… tem olimpíadas! Glup!

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunicação.”

Feche sua loja de produtos e abra uma de serviço

Art 597 - Feche sua loja de produtos e abra uma de serviço

A diferença básica entre produto e serviço, é a transferência de propriedade. Assim, define-se produto, não aquilo que se tem posse, mais, tudo aquilo que deixa de ser de alguém para ser seu. Uma geladeira, carro, casa, biscoito. Enfim, produtos são transferíveis.

No serviço, ninguém deixa de ter algo para que o outro tenha, como aula, hospedagem ou transporte. É claro que há transferências embutidas, em muitos, como numa refeição, aonde o cliente sai alimentado, mas a experiência, a vivência, aquele momento, ele não se transfere, ele é de quem sempre foi. Há outros até onde você sai com menos, como num corte de cabelo ou num baile funk (sai sem a virgindade, sem os tímpanos e sem parte do cérebro).

Outras diferenças conservam grande distinção entre produto e serviço, conceitualmente, isso envolve a perspectiva de pensar amplo e restrito, ou seja, quando se pensa apenas em produto o mesmo fica nu, limitado, desprovido de algo que o torne único, diferente, maior que sua simples utilidade.

Quando pensamos serviço colocamos o consumidor em destaque e conseguimos fornecer ao cliente não apenas um item, mas um conjunto de variáveis que resulta em uma vivência ampliada, antes, durante ou após a compra muitas vezes.

Quando olhamos para negócios é comum ver lojas que acreditam e esforçam-se (e cada vez mais terão que se esforçar) para vender produtos. Um a um são vendidos com grande esforço, pois vendem algo que consumidores não querem comprar ou vendem muito menos do que o consumidor gostaria de comprar, pois o consumidor precisa de informação, experiência, atenção etc.

Compreender o processo de escolha e satisfação do cliente é um ritual complexo, mas fundamental à prosperidade do negócio. Vender serviço compreende dar mais que o básico, entregar ao seu consumidor uma experiência melhor, memorável, feliz.

Quando se vai a uma loja e está vende produtos, limitamo-nos, como consumidor a variável preço, desta forma ignoramos comodidade, confiança, atendimento, variedade, embalagem, prazer, status, forma de pagamento e tantas outras variáveis potenciais que, quando se vende serviço, podem e devem ser adicionadas ao hall de vendas. Para isso sondagem, comprometimento e ética são itens necessários e possíveis de serem entregues.

Não escolhemos o restaurante apenas pelo sabor da comida ou preço. O que define um ótimo jantar é o que se leva daquele momento. Comprar um tênis pode ser um sufrágio ou um prazer. Há cada vez mais lojas aonde você experimenta, usa, desfruta de produtos em seu interior e amplia a experiência e, é claro, o consumo. A rede francesa Decathlon, de materiais esportivos, por exemplo, têm em suas lojas pista de patinação, barracas de camping montadas, bicicletas soltas, e estimula o uso de tudo, deste modo não limitamo-nos a olhar produtos, mas a usá-los, essa é apenas uma vertente de pensar serviço, pensar mais amplo e gerar experiências novas e melhores, é um caminho para transformamos a compra em prazer, a vivência em memória e a marca em preferida.

Vale ressaltar que pensar serviço serve para filho, marido, funcionário, gestor, empresa, marca etc. Todos podemos assumir um papel mais amplo, mais complexo, que gere mais satisfação e resultado. Vender produto é arriscado para a empresa, frustrante para o consumidor e perfeito para a concorrência.

 

“Roberto Mendes é publicitário, especialista em marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC/RJ, pós-graduado em Engenharia Ambiental, professor titular da Universidade Candido Mendes e sócio da Target Comunicação.”